YOGA É INTERIORIZAÇÃO

O praticante volta-se para dentro, observando e percebendo o que acontece no corpo com o circular da respiração.

Essa atitude de atenção plena leva a uma percepção de como as emoções, sentimentos e pensamentos influem nos bloqueios que existem do ponto de vista muscular.

Nossos tendões tendem a encurtar-se quando nossos músculos estão tensos. Essa tensão vem dos pensamentos negativos, das atitudes repetitivas e inconscientes que ficaram na nossa memória corporal.

Abre-se um novo horizonte de possibilidades no qual o praticante pode se expressar de forma nova.

É comum haver surpresa após um mês de prática, quando se percebe mais leve e o corpo começa a ficar mais alongado, devido ao trabalho na coluna.

Outro equívoco é pensar que o yoga é monótono e que por isso a academia é mais interessante porque dá mais resultado.

O respirar, o acordar para seu próprio continente de trabalho, que é o seu próprio corpo, funciona de uma maneira orgânica, fazendo com que os exercícios do Hatha Yoga, além de possibilitarem uma completa mudança na estrutura muscular e esquelética, revelem ao praticante, aonde estão os bloqueios mentais e emocionais. Essa percepção permite que haja um equilíbrio entre esses sistemas, trazendo consciência e mudança de postura na prática e na vida cotidiana.

É um meditar acordado. Uma união interna das energias que permitem uma atitude de paz e de harmonia.

Esse voltar-se para seus próprios recursos, permitem uma liberação que cria novas conexões entre o ser e o expressar, livres dos traumas, liberados através das posturas do yoga.

Os resultados serão visíveis e mais do que isso, uma alegria genuína começa a brotar do ser, que está proporcionando ao corpo, essa união.

Maria Helena
Psicoterapeuta de Trauma (Experiência Somática)

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