AMORE (Falar de amor)

Usei o italiano, porque enche a boca, mas a conotação é emocional.

Quando decidi escrever sobre o amor, percebi como é usado em milhares de conotações, com miríades de cores, nas mais diversas apologias e conceitos.

Pensei, não é sobre o conceitual que vou falar. Não conseguiria defini-lo.

Decidi abordá-lo porque quando se começa a trabalhar através da consciência, percebe-se que pouco ou nada se sabe dele. E esse saber ficou fechado no nosso coração.

Percebi em mim, a duras penas, que quando pensava em tocar e abrir meu coração, um grau de dor aflorava, junto com uma aquela emanação que florescia e que provocava uma abertura.

Como aquela florzinha que abre com a luz do sol e se fecha a tardezinha quando chega a sombra da noite.

Durante a vida somos convidados e desafiados a abrir o coração. Mas o medo não permite que realizemos esse florescimento. Não permite que ouçamos a sua música, a sua magia, aquilo que em nós adormeceu e que poderia nos trazer alegria e júbilo.

Perdemos o contato, ficamos focados na cabeça. Parece banal, mas o amor faz a diferença em nossa vida.

No seu compasso poderíamos deixar cair a máscara, recolher nossos pedaços, olhar nos olhos do outro e enxergá-lo, se doar sem ficar cansado, amar sem ser amado.

Poderíamos acolher a nossa criança, espalhar a criatividade, aceitar nossas contradições. Ser compassivos. Isso inclui o perdão a si mesmo e ao outro, libertando-se da culpa. Deixando a vitimização ser transformada em força e luz.

Sim, poderíamos iluminar a nossa escuridão e irradiar essa luz num grande círculo de ressonância, alimentando os que estivessem nesse circuito.

Mais importante que tudo isso para mim, seria poder encarar a nossa humanidade. Aceitar a cada dia, sem expectativas, com gratidão e bênçãos.

Abrir o coração para a verdadeira paz que jaz bem no profundo do nosso ser.

Seria por fim encontrá-lo.

Maria Helena
Psicoterapeuta de Trauma (Experiência Somática)

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